BASÍLICA DOS CONGREGADOS · BRAGA

A música nos Congregados

Da oração cantada aos concertos: um património que continua a fazer-se ouvir.

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Quarteto de cordas em concerto diante do altar da Basílica dos Congregados

GRAVAÇÃO AO VIVO · BASÍLICA DOS CONGREGADOS

Requiem in memoriam

O Requiem in memoriam, do maestro e compositor Pedro Teixeira da Silva, foi gravado ao vivo na Basílica dos Congregados. Este registo integra a memória musical desta casa e pode ser escutado aqui, através do Spotify.

Interpretação: Coro e Orquestra do Departamento de Música da Universidade do Minho. Direção musical: Vítor Matos.

Abrir o álbum no Spotify ↗

Uma história de fé e escuta

A música faz parte da identidade dos Congregados. A sua presença na liturgia, na devoção a Nossa Senhora das Dores e no património da Irmandade atravessa diferentes épocas e formas de expressão.

Conhecer esta história permite perceber como a música acompanhou a oração e a vida da comunidade, e reconhecer o valor do acervo que chegou até nós.

Esplendor e dignidade

Em 2022 foi publicada a obra “A música na Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana dos Congregados. Séculos XVIII a XX. Esplendor e dignidade”, de Elisa Lessa e Diogo Alte da Veiga.

O estudo dá a conhecer a história e o património musical da Irmandade, contribuindo para a sua investigação, divulgação e valorização. Para informações sobre a publicação, contacte a Secretaria.

ARQUIVO MUSICAL · MANUSCRITOS E IMPRESSOS

O essencial do inventário musical

Inventário e fichas descritivas: Diogo Alte da Veiga.

Na segunda parte de Esplendor e Dignidade, o investigador apresenta o Inventário dos Manuscritos e Impressos Litúrgico-Musicais do Arquivo da Irmandade. As fichas identificam os documentos, a sua origem e datação, a notação musical, o uso litúrgico, o conteúdo e as características materiais.

Livros de coro, missais e folhas avulsas conservam testemunhos da oração cantada nos Congregados: do Natal e da Semana Santa às celebrações de defuntos e às devoções a Nossa Senhora das Dores, São Filipe de Néri e Santa Ana.

Autoria identificada na p. 149; fichas descritivas nas pp. 151–174 da edição de 2022.

Frontispício do Antiphonarium romanum do arquivo dos Congregados, impresso a vermelho e preto.
Antiphonarium romanum, P-BRac MILM 5. Reprodução do livro, p. 148, fig. 79; ficha de Diogo Alte da Veiga na p. 155. Clique para ampliar.

23 registos

Documentos identificados pelas cotas MILM 1 a 23, incluindo volumes e folhas avulsas.

Séculos XVIII–XX

Manuscritos e impressos de diferentes épocas, com adições e marcas de utilização.

P-BRac

Sigla do arquivo no Répertoire International des Sources Musicales (RISM).

O que guarda este espólio?

O quadro apresenta uma seleção dos conteúdos de cada conjunto, mantendo as cotas e as datações do inventário. Não substitui as fichas completas nem corresponde a uma contagem de composições: um só volume pode reunir muitas peças.

CotaDocumento e dataçãoConteúdo essencial
MILM 1Antifonário-Gradual Temporal
Braga, 1792
Matinas de Natal, Semana Santa e Missas de Páscoa. Inclui versículos dos responsórios de Natal a duas vozes.
MILM 2Antifonário-Gradual, Tonário e Kyrial
Braga, 1779
Canto ao longo do ano litúrgico, incluindo Vésperas e Missas de Nossa Senhora das Dores, São Filipe de Néri e Santa Ana; 298 fólios.
MILM 3Antifonário-Gradual e Kyrial
Séculos XVIII/XIX (1.ª metade)
Ofício e Missa de Defuntos, Salve Regina e Ordinário da Missa polifónicos, entre outras peças.
MILM 4–5Gradual/Kyrial e Antifonário impressos
Veneza, 1754 e 1748, respetivamente
Repertório de tradição romana para as Missas e o Ofício Divino dos ciclos temporal e santoral.
MILM 6Kyrial e Antifonário manuscrito
Braga, primeira metade do século XIX
Hinos a São Filipe de Néri e Santa Ana; invitatório, ladainha, hino e antífona a Nossa Senhora das Dores.
MILM 7–12Missais para celebrações de defuntos
Século XVIII; 1903 e 1925
Impressos de Lisboa Ocidental, Malinas e Roma, com testemunhos dos usos oratoriano, romano e bracarense.
MILM 13–14Missais romanos com adições
1745/1766; 1904/1907 e 1895
Ciclos temporal e santoral, com cadernos acrescentados; o MILM 14 inclui celebrações do uso bracarense.
MILM 15–18Quatro exemplares do Missale bracarense
Roma, 1924
Testemunhos do uso litúrgico bracarense, com notação musical em fórmulas, orações e responsórios.
MILM 19–23Folhas avulsas manuscritas
Braga, século XX
Duas fontes do Stabat Mater dolorosa e três do responsório Passio Domini, conservadas entre os fólios do MILM 2.
Síntese editorial das fichas de Diogo Alte da Veiga, pp. 151–174. Todas as cotas têm o prefixo P-BRac. As datas compostas distinguem a edição e os materiais acrescentados, conforme as fichas.
Como ler as designações e as fichas?

Antifonário: reúne cantos para o Ofício Divino. Gradual: reúne cantos próprios da Missa. Kyrial: contém cantos do Ordinário, como Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei. MILM significa Manuscritos e Impressos Litúrgico-Musicais.

As fichas registam também encadernações, dimensões, foliação, decoração, estado de conservação, intervenções e diferentes mãos de copistas. As cotas foram criadas para o inventário, pois parte dos documentos ainda não tinha referência arquivística. Os dados de conservação correspondem ao estudo publicado em 2022, não a uma avaliação atualizada.

Fontes: apresentação do acervo, p. 77; nota metodológica, p. 149; fichas, pp. 151–174.

Um arquivo para estudar e escutar

A descrição dos documentos é acompanhada, no livro, por transcrições interpretativas de peças selecionadas. Entre elas encontram-se responsórios de Natal e música das festas do ciclo santoral. O CD Cantate Domino, incluído na publicação, dá a ouvir parte deste repertório.

Fonte e autoria: Diogo Alte da Veiga, «O Arquivo Musical da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana dos Congregados — Inventário dos Manuscritos e Impressos Litúrgico-Musicais», em Elisa Lessa e Diogo Alte da Veiga, A Música na Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana dos Congregados (séculos XVIII a XX) — Esplendor e Dignidade, edição da Irmandade, 2022, pp. 147–174; transcrições a partir da p. 175. ISBN 978-989-53908-0-9.

Para informações sobre o livro ou pedidos de consulta do espólio, contacte a Secretaria. As condições de acesso devem ser confirmadas previamente.

Um património vivo

O órgão histórico e a participação da Basílica na rota “Órgãos a Norte” tornam visível esta herança. A programação cultural acolhe também música de câmara, polifonia e outras propostas artísticas.

Estudar, conservar e escutar são formas complementares de cuidar deste património. Consulte a agenda e a newsletter para conhecer os próximos concertos e as condições de participação.

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