BASÍLICA DOS CONGREGADOS · BRAGA
História dos Congregados
Da presença dos Oratorianos à comunidade de hoje: mais de três séculos de fé e memória em Braga.

MEMÓRIA · ARQUITETURA · COMUNIDADE
Uma história que atravessa séculos
Dos primeiros passos do Oratório em Roma à Basílica de hoje, percorra 16 momentos desta história. Uma adaptação da cronologia do livro O Desenho da Capela de Nossa Senhora da Aparecida, com datas conferidas e marcos complementares.
01 · De Roma a Braga
1564
As raízes do Oratório
Em Roma, os primeiros discípulos sacerdotes de São Filipe Néri iniciam uma experiência de vida comunitária em São João dos Florentinos. É um antecedente da futura Congregação.
1575
A Congregação é reconhecida
A 15 de julho, o Papa Gregório XIII erige canonicamente a Congregação do Oratório, confiando-lhe a igreja de Santa Maria in Vallicella, em Roma.
1668
O Oratório em Lisboa
O padre Bartolomeu do Quental funda a Congregação do Oratório em Lisboa, dando início à sua implantação em Portugal.
1686–1687
Os Oratorianos chegam a Braga
Os padres José do Vale e Francisco Rodrigues chegam em 1686, por iniciativa do cónego João de Meira Carrilho. Em 1687, a comunidade instala-se no Campo de Sant’Ana, atual Avenida Central.
02 · Uma igreja toma forma
1703
Começa a construção da igreja
Iniciam-se as obras do templo, sob a responsabilidade do mestre Manuel Fernandes da Silva.
1717
Bênção do templo ainda incompleto
Com a capela-mor e parte da nave concluídas, a igreja recebe a bênção e abre ao culto. A construção prosseguirá por etapas.
1750
Um retrato no Mappa das Ruas
O Mappa das Ruas de Braga representa o conjunto dos Congregados ainda inacabado, antes da execução da sua fachada monumental.
1761
Nasce a Irmandade
É fundada a Irmandade de Nossa Senhora das Dores, cuja história permanece ligada ao culto e ao cuidado desta igreja.
03 · Transformações e continuidade
1761–1766
A fachada e a Capela da Aparecida
É executada a fachada atribuída a André Soares, permanecendo as torres incompletas. A cronologia do livro situa também neste período a construção da Capela de Nossa Senhora da Aparecida.
1834
A saída dos Oratorianos
Na sequência da extinção das ordens religiosas em Portugal, os Oratorianos deixam Braga e os seus bens passam para o Estado.
1845
A igreja confiada à Irmandade
A portaria de 1 de setembro entrega a igreja e o seu recheio aos cuidados da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana.
1944
O acidente da avioneta
A 14 de julho, uma avioneta toca na torre nascente antes de se despenhar nas proximidades. O acidente não derrubou a torre; a torre poente ainda não estava concluída.
04 · Conservar e reconhecer
1958
O impulso de Nogueira da Silva
A 5 de agosto começa a campanha de conclusão das torres, impulsionada pelo futuro Juiz-Presidente da Irmandade, António Augusto Nogueira da Silva. O seu empenho foi decisivo para completar a fachada.
1964–1966
Restauro e conclusão de uma campanha
As esculturas da fachada são colocadas em 1964, seguindo-se intervenções no templo e nos anexos. Em 1966, a Irmandade assinala a reabertura após as obras.
1975
Título de basílica menor
A 15 de março, a Santa Sé concede à igreja o título e a dignidade de basílica menor.
1993
Património de Interesse Público
O conjunto do convento, colégio e igreja é classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 45/93, de 30 de novembro.

O LIVRO QUE INSPIRA ESTE PERCURSO
O Desenho da Capela de Nossa Senhora da Aparecida
Ângela Lopes, Gisela Gomes, João Cabeleira e M. Elfrida Ralha. Edição da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana dos Congregados, março de 2021.
À venda em português e em inglês. Conheça a publicação ou contacte a Secretaria para informações e aquisição.
Fontes e notas sobre as datas
Fonte de base: a cronologia da obra acima identificada. Esta versão digital é uma adaptação revista e ampliada, não uma reprodução literal da página impressa. Os marcos de 1575, 1834, 1845, 1958, 1975 e 1993 complementam a seleção do livro.
Precisões cronológicas: Lisboa, 1668; chegada a Braga, 1686; instalação no Campo de Sant’Ana, 1687. Em Roma, distingue-se a vida comunitária iniciada em 1564 da ereção canónica de 1575. O período de 1964/65 apresentado no livro foi enquadrado na campanha iniciada em 1958 e nas intervenções assinaladas até 1966; as fontes não são uniformes quanto ao ano de conclusão física de cada torre.
Conferência documental: Confederação do Oratório; Arquivo da Universidade de Évora — Oratório de Lisboa; Arquidiocese de Braga — Os Oratorianos; Silva Araújo — História dos Congregados; Património Cultural — ficha do monumento.
Para o acidente de 14 de julho de 1944: notícias do Diário do Minho e do Correio do Minho de 15 de julho de 1944, citadas no estudo de Rui Maia publicado em O MINHO. A data de fundação da Irmandade é também corroborada pela notícia sobre a investigação de Alexandra Pereira de Castro.
As origens
A história dos Congregados está ligada à Congregação do Oratório de São Filipe Néri. Os Oratorianos chegaram a Braga em 1686, por iniciativa do cónego João de Meira Carrilho, estabelecendo-se depois no Campo de Sant’Ana, atual Avenida Central.
A construção da igreja começou em 1703, sob a responsabilidade de Manuel Fernandes da Silva. Ainda incompleta, recebeu a bênção em 1717. A fachada, atribuída a André Soares, seria executada no século XVIII.
Veja também o vídeo André Soares e o Convento dos Congregados, da Câmara Municipal de Braga.
Uma história de continuidade e cuidado
Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, os Oratorianos deixaram Braga. Em 1845, a igreja foi entregue aos cuidados da Irmandade de Nossa Senhora das Dores e Santa Ana.
A generosidade de irmãos e benfeitores sustentou a conservação do templo. No século XX, o apoio de António Augusto Nogueira da Silva foi decisivo para a conclusão das torres e para importantes intervenções no edifício.

FIGURAS DA NOSSA HISTÓRIA · SÉCULO XX
O Comendador Nogueira da Silva
António Augusto Nogueira da Silva (1901–1976) presidiu à Irmandade durante 18 anos. Teve um papel determinante na conclusão das torres, no restauro da igreja e na afirmação dos Congregados como centro de vida pastoral.
Basílica e património da cidade
A igreja recebeu o título de basílica menor em 15 de março de 1975. O conjunto do convento e da igreja foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1993.
Esta memória continua na celebração da fé, na vida da comunidade e no compromisso de conservar e dar a conhecer o património recebido.


